Resumen
Este artigo é resultado de reflexões tecidas no âmbito da disciplina “Interculturalidade crítica, pluralidades epistêmicas e abordagens metodológicas dialógicas e decoloniais” oferecida pelo Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Goiás, cursada em 2023. O artigo apresenta uma análise documental em que, a partir de uma leitura decolonial, objetiva compreender como o curso de Licenciatura em Educação Intercultural da ufg, vinculado ao Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena (ntfsi), tem contribuído para decolonializar a trajetória pessoal e formativa de professores de matemática não indígenas, na posição de pós-graduandos que atuaram como monitores em temas contextuais e estudos complementares desse curso. Para isso, foram analisados trechos (relatos) advindos de registros escritos extraídos de resultados de pesquisas, cujos resultados estão publicados, seja em artigos, dissertações e teses de egressos do curso de pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática da ufg que tiveram essa vivência e desenvolveram trabalhos nessa perspectiva. Como resultado, inferimos que a existência do referido curso de Licenciaturas em Educação Intercultural é decorrente da organização e da contribuição dos povos no processo de formação interepistêmico e intercultural de professores não indígenas que atuam nele, apresentando-se também como possibilidade para que as instituições de ensino superior possam refletir sobre a necessidade de propiciar ações tendo em vista a interculturalidade, de modo a valorizar outras culturas e outras formas de conhecimento.
Palavras-chave: Decolonialidade; professores de matemática; educação intercultural.
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