Apresentação do Dossiê

Resumo

As diversas e crescentes experiências descolonizantes registradas no Brasil e em outros países, especialmente a partir dos 1990 e 2000, motivaram a proposição, organização e realização deste dossiê, aqui apresentado em seu segundo volume. São práticas e vivências intra e extramuros da academia, as quais conduzem a novas abordagens, novos sujeitos e novos objetos no que se refere ao trabalho com história indígena ou etno-História e com indígenas historiadoras/es,[1] etnólogas/os, educadoras/es entre outras/os agentes sociais. As experiências gradualmente produzem mudanças de nuance neste campo interdisciplinar – e por vezes in-disciplinado – do conhecimento científico. Cumpre aqui, como dito no primeiro volume do Dossiê, fazer uma pequena digressão relativa à linguagem inclusiva de gênero adotada neste texto. Ocorre que o uso diferenciado da formulação dentro dos cânones formais da língua portuguesa segue a concordar como o masculino. Denota, pois, certa inversão de valores no campo da ciência, haja vista a necessidade da inclusão explicita de mulheres na ciência. Assim sendo, como gênero feminino é predominante e vem antes do masculino, quem sabe dessa maneira gradualmente se introduza modificações no fazer acadêmico e na divulgação de novos saberes científicos ao grande público...

Biografia do Autor

Jane Felipe Beltrão, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB) e doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Docente associado, exercendo atividades junto a Universidade Federal do Pará (UFPA) lotada no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas com atuação no Programas de Pós-Graduação em Antropologia e no Programa de Pós-Graduação em Direito, como docente permanente

Jorge Eremites de Oliveira, Docente na Universidade Federal de Pelotas

Licenciado em História pela UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1991), mestre e doutor em História/Arqueologia pela PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1995, 2002) e concluiu estágio de pós-doutoramento em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro (2011). De 1996 a 2005 trabalhou como docente no antigo Campus de Dourados da UFMS, a partir do qual foi criada e implantada a UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados, onde permaneceu de 2006 a 2012, e atuou nos cursos de graduação em História e em Ciências Sociais, no Programa de Pós-Graduação em História e no Programa de Pós-Graduação em Antropologia. Desde 2013 é docente na UFPel - Universidade Federal de Pelotas, onde atua como docente no curso de graduação em Antropologia e no Programa de Pós-Graduação em Antropologia, ambos articulados nos campos da Antropologia Social e Cultural e da Arqueologia. Na mesma instituição também atua no Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural. É bolsista de produtividade em pesquisa, nível 1D, do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. De dezembro de 2014 a setembro de 2017 respondeu pela Coordenação Adjunta e de setembro de 2017 a março de 2018 esteve à frente da Coordenação da Área de Antropologia e Arqueologia da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Participou de algumas gestões da SAB - Sociedade de Arqueologia Brasileira (Comissão Fiscal ,1997-1999; Comissão Editorial, 1999-2001; Vice-Presidência, 2005-2007; e Conselho de Ética, 2016-2017), da qual é seu atual presidente (2018-2019). Também é membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN (Portaria MinC n. 48, de 18/04/2018). Tem experiências nos campos da Arqueologia, Antropologia Social e História, com ênfase em Etnoarqueologia, Etnologia Indígena e Etno-história, bem como na produção de laudos administrativos e judiciais sobre terras tradicionalmente ocupadas por comunidades indígenas. Desde os anos 1990 acumula experiências em trabalhos com comunidades indígenas, sobretudo entre os Fulni-ô do Santuário dos Pajés, Guarani (Ñandeva), Guató, Kaiowá, Nambikwara (Katitaurlu do vale do Sararé) e Terena, e com algumas comunidades quilombolas nas regiões Centro-Oeste e Sul.

Luiz Henrique Eloy Amado, Museu Nacional – UFRJ

Terena da Aldeia Ipegue. Advogado. Doutorando em Antropologia Social - Museu Nacional / UFRJ

William Cesar Lopes Domingues, Universidade Federal do Pará, Brasil

Possui graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (2008) e Mestrado em Antropologia Social pelo PPGA/UFPA (2017). É indígena da etnia Xakriabá radicado no médio Xingu, aluno do Curso de Doutorado em Antropologia Social do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pará, orientando da Dra. Jane Felipe Beltrão, é professor da cadeira de Saúde e Sociedade no Curso de Etnodesenvolvimento da Universidade Federal do Pará, atualmente é presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena de Altamira-PA e 2o. Coordenador Adjunto do Fórum de Presidentes de CONDISI.

Publicado
2019-09-03
Seção
Dossiê 2: História Indígena, Etno-história e Indígenas Historiadoras/es: experiências descolonizantes, novas abordagens