Indigenous pedagogies: what can you teach?
Main Article Content
Abstract
This article is the result of the concerns and reflections that drive the construction of the problems of the doctoral research entitled “The Weaving Of Intercultural Practices In Schools On The Amazonian Borders: The Loom Of Teachers Between The Fluidity Of Identities,” currently in progress within the graduate program in Education at the University of Vale do Rio dos Sinos and linked to its research group on Education, Diversity, and Citizenship. Some challenges faced in the community are listed – such as deforestation, climate issues, and viruses, among others – and the possibilities found in the daily practices of the indigenous peoples are presented, highlighting dialogue and respect for the shared planetary home and its inhabitants, all this arranged from the teachings that surround the collectivity of life since its conception, that is, of “good living.” A dialogue is established with authors who discuss this urgent topic, such as Luciano (2006), Rezende (2025, 2016, 2018), Krenak (2020). The general objective of the research is to rethink our practices based on the experiences of these people, who are so necessary, but are often ignored in their knowledge. The specific objectives of the study are: to draw attention to a type of education committed to the formation of citizens who are aware and co-responsible for the space where they live; and to enable measures that contribute to the care of the "common home," weakened by the intense mistreatment caused by people's carelessness. This discussion is based on direct experiences with the indigenous peoples of the Upper Rio Negro, Amazonas, Brazil.
Article Details

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Todos os artigos publicados na Revista Tellus estão disponíveis online e para livre acesso dos leitores, tem licença Creative Commons, de atribuição, uso não comercial e compartilhamento pela mesma. Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.
References
ACOSTA, Alberto. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Editora Elefante, 2019.
BACKES, José Licínio. A construção de pedagogias decoloniais nos currículos das escolas indígenas. EccoS–Revista Científica, São Paulo, n. 45, p. 41-58, 2018.
BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
CATAFESTO, José Otávio. Pedagogia indígena é a pedagogia para o próximo milênio. [Entrevista cedida a] Luciana Forgiarini. Humanista, Porto Alegre, 19 abr. 2019. Disponível em: https://www.ufrgs.br/humanista/2019/04/19/entrevistahumanista-pedagogia-indigena-e-a-pedagogia-para-o-proximo-milenio. Acesso em: 7 maio 2023.
CLASTRES, Pierre. La société contre l’Estat. Paris: Minuit, 1974.
CUNHA, Manuela Carneiro da; MAGALHÃES, Sônia Barbosa; ADAMS, Cristina (Org.). Povos tradicionais e biodiversidade no Brasil: contribuições dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais para a biodiversidade, políticas e ameaças. São Paulo: SBPC, 2022. Disponível em: http://portal.sbpcnet.org.br/publicacoes/povos-tradicionais-e-biodiversidade-no-brasil/#:~:text=O%20projeto%20%E2%80%9CPovos%20tradicionais%20e,e%20cientistas%20de%20muitas%20%C3%A1reas. Acesso em: 7 maio 2023.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavra de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
LUCIANO, Gersem José dos Santos. Projeto é como branco trabalha; as lideranças que se virem para aprender e nos ensinar: experiências dos povos indígenas do Alto Rio Negro. 2006. Tese (Doutorado em Antropologia) – Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2006.
MELIÀ, Bartolomeu. Educação indígena na escola. Cadernos Cedes, Campinas, v. 19, n. 49, 1999.
RADLER, Juliana; SPINDEL, Marina. Diálogo entre ciência e conhecimento indígena no Alto Rio Negro. Instituto Socioambiental, Brasília, 31 ago. 2021. Disponível em: https://site-antigo.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/dialogo-entre-ciencia-e-conhecimento-indigena-no-alto-rio-negro. Acesso em: 7 maio 2023.
REZENDE, Justino Sarmento. Transformação da vida de um menino tuyuka no internato salesiano de Pari-Cachoeira: leitura antropológica do internato como uma estrutura total (1970-1979). Tellus, Campo Grande, MS, v. 18, n. 37, p. 89-104, 2018.
REZENDE, Justino Sarmento. Homens e mulheres indígenas contemporâneos da região do Rio Negro, Amazonas. Tellus, Campo Grande, MS, n. 31, p. 153-161, 2016.
REZENDE, Justino Sarmento. Ciências e saberes tradicionais. Tellus, Campo Grande, MS, n. 25, p. 201-213, 2015.
RIBEIRO, Rodrigo Barbosa. O racismo contra os povos indígenas: panorama dos casos nas cidades brasileiras entre 2003 e 2019. Mana, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, 2022.
SANTOS, Boaventura de Sousa; MARTINS, Bruno Sena. O pluriverso dos direitos humanos: a diversidade das lutas pela dignidade. São Paulo: Autêntica, 2019.
SANTOS, Cirlene Batista do. A (re)organização do território e bem viver para os povos indígenas do Alto Rio Negro: da maloca à cidade. 2019. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus, 2019.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é”. In: In: RICARDO, Beto; RICARDO, Fany (Org.). Povos indígenas no Brasil. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2006. p. 41-49.